Os dias estão ficando cada vez mais pequenos e corridos. Os dias, meus, passam em regime de fome, explico: cada grão de segundos, cada gota de minutos e o peso das horas, vão, engolidos por mim, na correria da sobrevivência, agora penso mais na subvivência. Está dificil.
Pra mim, sempre só...Quero a eternidade do passado de memórias, mortas.
Meu filho cresce, logo,logo será um homem...Penso se não terá também a fome das horas, dos dias, do fim. Talvez sim, talvez não...Ele escreverá seu tempo, sua história.
As minhas foram quase todas ácidas e doce...agridoce.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pensava em como foi duro tirar você de meu corpo, alma e coração.
Doeu muito. Foram nove meses e alguns dias, durou mais que a gestação de meu filho,como um vício... Assim como o álcool, você exalou.
Restou a ressaca como numa noite mal dormida e sofrida, como muitas que vivi a seu lado e que
de nada adiantaram, amanheceram e o vazio ficou.
Tão somente acordada agora vago na felicidade de quem encontrou no fim uma estradinha empoeirada e seca, mas quando vem a chuva fica fértil de novo. Após um longo e ressecado inverno.
Olho para você no retrato digital, virtual e paralisado. logo ali postado no passado uma imagem agora sem sentido. Imagem só, corpo e amor que não existe mais.
Doeu muito. Foram nove meses e alguns dias, durou mais que a gestação de meu filho,como um vício... Assim como o álcool, você exalou.
Restou a ressaca como numa noite mal dormida e sofrida, como muitas que vivi a seu lado e que
de nada adiantaram, amanheceram e o vazio ficou.
Tão somente acordada agora vago na felicidade de quem encontrou no fim uma estradinha empoeirada e seca, mas quando vem a chuva fica fértil de novo. Após um longo e ressecado inverno.
Olho para você no retrato digital, virtual e paralisado. logo ali postado no passado uma imagem agora sem sentido. Imagem só, corpo e amor que não existe mais.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
LEMBRANÇA
Um dia desses ouvia uma música: "
guardo minhas lembranças num lugar seguro..." pensei muito sobre isso e
fui recordando: guardo minha lembranças no computador e em alguns CD's
e vi que sim, realmente ali, são lugares seguros, quase nunca ficam
expostas, como nos porta-retratos, se quando cismo vou lá "nos
guardados", nas lacunas virtuais e os consulto, vejo as fotos, olho os
espaços, os personagens e lá estão...como os deixei, mas a mim, nas
fotos virtuais, mudou; Em algumas fotos cresci, em outras morri, como
num mausoléu...estou ali, só a casca mumificada. Só um rosto, algumas
figuras que não reconheço mais, e outras que faço questão de esquecer.
Quando viro e me olho de novo...tudo mudou. Só silêncio... desligo o
computador;
quinta-feira, 29 de abril de 2010
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