“Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.” Clarice Lispector
e é isso mesmo: como sobreviver a rodas de samba e afins? ...
mais um dia, ontem antes de começar a dar aulas li sobre um blog " para francisco", e o considerei belo...fui dar aulas e fui muito bem recebida pelos alunos: crianças e pré-adolescentes... todos muito felizes com a minha chegada...
Esses dias tem sido muito ansiosos pra mim...além do pré-natal, além dos hormônios, além das escolhas, restou-me alguns fiapos de luz no fim do túnel. Resolvi então escrever sobre essa minha "saga", completarei 03 meses de gravidez no dia 30/04 e só isso me salva da completa abdicação da vida...existe em mim um desejo latente de sobreviver... sobreviver. Além das descidas de humor, contrabalanceadas com as alegrias e solidão... penso mais em ver o meu filho, senti-lo e amá-lo do que qualquer outra coisa... Penso então em como uma simples e complicada criaturinha que bebe meu sangue e é fruto de minha carne pode me tornar tão simples e completa...é muito estranho.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
ontem...foi mais uma eternidade te vi ... assim, dentro de mim a sobreviver a esse caos todo guardado do mundo...
foi-se embora os medos, a escuridão, o vazio
sobrou poesia... liberta e salva de vaidades...
terça-feira, 7 de abril de 2009
SALVE SOLANO TRINDADE
pois bem... acredito assim: que nasça uma estrela onde a ferrugem da miséria da alma está ancorada porque? tudo bem... as palavras somem no vento; desaparecem na tristeza e é amarga e doce as lágrimas da ausência... e como é feliz senti que nada...nada... transcende mais o mundo que o ato de criar.
poema de Solano Trindade
Balada do Amor
É preciso fugir De todo o amor que faz sofrer É preciso fugir do amor... Talvez a chuva lá fora faça bem Talvez o frio da noite Seja como alguém...